7 dicas de como se proteger contra o golpe da troca de malas nos aeroportos

7 dicas de como se proteger contra o golpe da troca de malas nos aeroportos

O caso das duas brasileiras presas na Alemanha após terem a etiqueta das suas malas trocadas no Aeroporto de Guarulhos reacendeu um alerta e uma dúvida: é possível se proteger contra esse tipo de crime?

No dia 4 de março, as duas passageiras embarcaram no Aeroporto Santa Genoveva em Goiânia, onde despacharam as suas bagagens. Elas iam para a Europa, mas com conexão em São Paulo – e foi justamente no Aeroporto de Guarulhos que os criminosos tiraram as etiquetas das malas originais e as colocaram em outras duas bagagens com 40 kg de cocaína no total. Ao chegarem em Frankfurt, na Alemanha, as goianas foram presas acusadas de tráfico internacional de drogas.

Em investigação, a Polícia Federal brasileira comprovou que uma quadrilha tem agido no Aeroporto Internacional de São Paulo para enviar drogas para a Europa. Em imagens mostradas no domingo no programa Fantástico, da Rede Globo, é possível ver como os funcionários terceirizados agiram na área de segurança que tem acesso restrito, mesmo diante das câmeras de segurança que flagraram toda a ação.

Mesmo negando que as malas eram suas, as brasileiras foram detidas pela polícia alemã e estão presas há mais de um mês. Nesta terça-feira, o Ministério Público da Alemanha autorizou a liberação das duas. Um outro caso parecido aconteceu em Paris no mês passado, mas a passageira (também de Goiás) foi apreendida e logo solta.

Aqui no Brasil, seis pessoas já foram presas pela PF por terem participado do ato criminoso. As imagens obtidas pelo Fantástico são claras ao mostrar o esquema da quadrilha e realmente preocupam outros passageiros: será que isso pode acontecer de novo?

Após esse caso, a concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos deve reforçar o esquema para evitar novas situações parecidas. Em nota, a GRU Airport afirma que “quando ocorre um incidente, se reúne com as autoridades policiais para discutir melhorias nos protocolos de segurança.

A PF também confirma que precisa melhorar a segurança. “Existe uma atuação permanente da Polícia Federal dentro dos aeroportos, mas a divisão de trabalho é muito delineada. Com certeza, esse caso emblemático nos traz uma provocação necessária de revitalização desses sistemas de segurança”, disse Marcela Rodrigues, superintendente da Polícia Federal em Goiás, segundo matéria do Estadão.